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23 de Março de 2017

Medula óssea: Maioria na fila do transplante tem menos de 18 anos

Comunic Notícias - Online

 Muitas famílias lutam, diariamente, para conseguir doadores compatíveis para o transplante de medula óssea de seus parentes, que são portadores de doenças que afetam as células do sangue. A maioria na fila de espera para receber o material é menor de 18 anos, segundo dados recentes do Rereme (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea). Em um universo de 1.120 pacientes cadastrados, aguardando doador compatível não aparentado, 485 pessoas tem idade inferior a 18 anos. A maioria do sexo masculino.

 

Já a maior parte dos doadores, de acordo com o levantamento do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), tem idade entre 30 e 34 anos. Estão cadastrados 814.185 pessoas nesta faixa etária, seguida da faixa de 25 a 29 anos.  Apesar do crescimento nas doações nos últimos anos e da disseminação de informações sobre o assunto, no ano passado, o número de novos doadores não aparentados caiu no estado do Rio de Janeiro – se comparado ao ano de 2015. Foram apenas 6.282 novos doadores cadastrados, contra 15.154, registrados no ano anterior. Até março deste ano 82 pessoas se cadastraram como novos doadores no Redome.

Na região, a Associação de Apoio a Portadores de Leucemia do Sul Fluminense (AAPL) reforça a luta pelos pacientes que ainda aguardam o transplante de medula óssea, desenvolvendo programas de conscientização e esclarecimentos sobre como ser um doador. A Associação organiza palestras em diversas empresas e faculdades, exposições, seminários e congressos sobre o transplante de medula óssea e a Leucemia. Hoje auxilia famílias de pacientes de um a 79 anos em toda região.

Quem pode doar?

A falta de informação ainda é o maior vilão para a doação de medula óssea. A escassez de esclarecimento afeta também outros tipos de doações, até mesmo de sangue – considerado comum atualmente. Mas para se tornar um doar de medula óssea é simples: ter entre 18 e 55 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa ou incapacitante; e não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.

O primeiro passo é a vontade de ajudar o próximo. Logo depois, o interessado deve procurar um hemocentro ou campanhas de doação. O voluntário irá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e preencher uma ficha com informações pessoais. Também será retirada uma pequena quantidade de sangue. Esse material será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.

Os dados pessoais e o tipo de HLA serão incluídos no Redome. Quando houver um paciente com possível compatibilidade, ele será consultado para decidir quanto à doação. Para seguir com o processo de doação serão necessários outros exames, visando à confirmação da compatibilidade e uma avaliação clínica de saúde.

 

‘Rede do bem’

Mais do que fotos e vídeos, a internet vem se tornando, ao longo do tempo, palco de solidariedade. As redes sociais têm sido ferramentas usadas com frequência para a divulgação de campanhas de saúde e movimentos virtuais para custear tratamentos médicos. Não faltam exemplos reais de situações vividas por pessoas da região, que comprovam o crescimento da “rede do bem”, mesmo em tempo delicado de crise financeira e econômica.

 

Mais perto da família

A doença é sempre um momento delicado tanto para o paciente, quanto para a família. E tratar longe de casa torna esse processo ainda mais doloroso. “É um processo preocupante. Mas, graças a Deus, do começo ao fim, eu fui muito bem tratada. Sempre tive muita fé. O envolvimento da equipe que me abraçou para vencer a batalha no Hospital Unimed, fez toda diferença. Em qualquer outro lugar que eu tivesse, não seria tão bem tratada, com carinho e paciência”, enfatizou dona Alda, acrescentando a importância de estar perto da família durante o período de tratamento.

Diagnosticada com Mieloma Múltiplo, tipo de câncer que atinge células produtoras de anticorpos da medula óssea, dona Alda Moreira Costa, de 69 anos, iniciou o tratamento em Belo Horizonte (MG), onde descobriu a doença. Pouco tempo depois, optou pelo Hospital Unimed Volta Redonda. Hoje, dona Alda está finalizando o tratamento com sucesso.

Na região Sul Fluminense, o Hospital Unimed Volta Redonda é habilitado para o transplante de medula óssea dos tipos autólogo e alogênico. A unidade é a única do interior do estado do Rio de Janeiro autorizada a realizar o procedimento, minimizando os transtornos dos familiares com a locomoção.

O transplante de medula óssea é um tipo de procedimento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia, linfoma e também anemia. Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.

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