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22 de Janeiro de 2016

Volta Redonda registra dois casos de microcefalia

Folha do Aço

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Volta Redonda confirmou que há o registro de nascimento de duas crianças com microcefalia, uma no Hospital Unimed, filho de uma mulher que afirmou ter morado na cidade do Rio de Janeiro durante a gravidez, e uma no Hospital São João Batista, filho de uma moradora de Pinheiral. Com informações do Diário do Vale.

As duas mulheres relataram ter apresentado manchas vermelhas na pele durante a gestação. Foram colhidos os exames das mulheres e dos bebês, conforme protocolo do Ministério da Saúde, para confirmação da causa da microcefalia, que pode ter sido provocada pelo zika vírus. Além destes dois casos, a secretaria registrou três notificações de gestantes com manchas vermelhas na pele, sendo duas moradoras de Pinheiral e uma moradora de Volta Redonda, moradora do bairro São Cristóvão. Da mesma maneira, a secretaria informou que os casos estão sendo acompanhados e investigados.

Enquanto isso, os postos de saúde da cidade estão em alerta máximo por conta das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, e zika. Reuniões estão sendo articuladas com a comunidade para esclarecimentos sobre as doenças e modos de prevenção. Além disso, é reforçado o pedido de apoio para fiscalização dos imóveis e terrenos. Da mesma maneira, a população é instruída a usar corretamente os canais para realização de denúncias e comunicações de suspeitas das doenças.

Além, disso, a prefeitura realiza ações concentradas em áreas consideradas mais críticas identificadas pelo Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti). Já foram feitos, por exemplo, mutirões nos bairros Água Limpa e Vale Verde. Outros estão sendo agendados e a prefeitura prepara ainda uma grande campanha para evitar que focos do mosquito sejam propagados.

Número de casos cresce 1560% no estado do Rio

Também nesta quarta-feira, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde informou que de 1º de janeiro de 2015 a 19 de janeiro de 2016 foram registrados 166 casos de microcefalia no estado do Rio de Janeiro.
Os números foram consolidados após cruzamento de informações extraídas do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Relatório de Emergência em Saúde Pública (Resp), ambos do Ministério da Saúde. Em 2014, foram registrados 10 casos da malformação no Rio, com crescimento de 1560%.

Dos 166 casos, 133 são de bebês já nascidos e os outros 33 são referentes ao período intrauterino. Deste total, 55 mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo ao longo da gravidez.

A Secretaria esclareceu que, por causa do novo protocolo de vigilância estabelecido pelo Ministério da Saúde, que considera a microcefalia em bebês com perímetro cefálico menos ou igual a 32 cm, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica realizou uma revisão de todos os casos registrados no Relatório de Emergência em Saúde Pública de modo a verificar as notificações que se enquadravam na nova definição de caso.

A Vigilância Epidemiológica explicou os casos com nascimento até maio/2015 e que não se encontram dentro da definição citada foram excluídos. A data definida para exclusão leva em conta a época do início da circulação do vírus Zika no estado do Rio de Janeiro. Desde 18 de novembro de 2015, quando se tornou obrigatório no estado a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele (exantema), já foram notificados 2.516 casos de grávidas com exantema.

Até o momento, 113 tiveram a confirmação de Zika vírus, mas ainda não há confirmação se os fetos apresentam microcefalia. A secretaria ressaltou que o resultado positivo para Zika vírus não configura a existência de microcefalia e que essas gestantes serão monitoradas até o final da gestação.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde acrescentou que, desde junho de 2015, quando tornou obrigatória a notificação de casos de síndromes neurológicas agudas com histórico de manchas vermelhas (exantema) no estado, foram notificados 13 casos da Síndrome de Guillain-Barré no Rio, sendo que 7 deles possuem relato de exantema, 4 seguem em processo de investigação e 2 foram descartados.

Governo Federal confirma 230 casos de microcefalia relacionada ao zika

Com 3.893 notificações de casos suspeitos de microcefalia causada pelo vírus Zika, o Ministério da Saúde confirmou 230 até agora. Boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20) mostra que as notificações foram registradas em 764 municípios de 21 unidades da federação.

Desde outubro do ano passado a notificação de microcefalia pelo sistema de saúde é obrigatória, em função do aumento inesperado da ocorrência da malformação devido ao vírus Zika. Nas duas primeiras semanas de 2016 foram notificados 728 casos suspeitos de microcefalia.

O ministério descartou 282 registros da malformação. Foram registradas também 49 mortes pela malformação congênita, e destas, seis tiveram confirmada a relação com o vírus Zika. O boletim traz o resultado da investigação laboratorial do sexto caso, um bebê com microcefalia em Minas Gerais, que teve a relação com o zika diagnosticada em laboratório.

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, os sistemas de saúde dos estados estavam interpretando de forma diferente o protocolo para registro dos casos. Por isso, houve problemas para a confirmação.

O governo, então, atualizou o protocolo para que as interpretações fossem unificadas. “Nos próximos boletins talvez possamos falar com mais segurança dos casos confirmados e descartados”, disse o diretor.

Pernambuco, com 1.306 casos suspeitos, 33% do total, é o que tem o maior número de registros. Em seguida estão Paraíba, com 665 casos, Bahia, com 496 e o Ceará, com 216. O Rio Grande do Norte tem 188 casos. 

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