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28 de Janeiro de 2016

VR espera pôr mais de 2 mil nas ruas contra dengue. Doença já causou morte este ano

Foco Regional

A prefeitura de Volta Redonda espera colocar nas ruas, na próxima sexta-feira, mais de duas mil pessoas contra a dengue. Com a cidade dividida em setores, a intenção é visitar o maior número possível de domicílios para combater os focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença e dos vírus zika e chikungunya. A meta é visitar, no mínimo, 70% dos 110 mil domicílios existentes no município, que registra, a exemplo de todo o país, uma disparada na proliferação do mosquito e, consequentemente, no número de casos da doença. Neste início de 2016, a incidência de dengue é 300% maior do que em janeiro do ano passado, com 140 casos confirmados.

Nesta quarta-feira, em que o plano de ação foi anunciado no gabinete do prefeito Antônio Francisco Neto, foi confirmada a morte por dengue, no último dia 18, de um homem de 52 anos que estava internado no Hospital da Unimed. Bairros como Fazendinha, Coqueiros e Verde Vale apresentam índice de infestação (Liraa) de 6,2%, bem acima do considerado tolerável pelo Ministério da Saúde.

- A situação é alarmante, mesmo não sendo só em Volta Redonda – afirmou o presidente do Saae, Paulo César de Souza, o PC, na entrevista coletiva convocada pelo prefeito para explicar o que será feito de imediato.

A ação que a prefeitura vai realizar em conjunto com várias entidades terá a participação de voluntários, que ainda podem se inscrever no site do município (www.portalvr.com), onde há um link para o cadastro. Na sexta, as equipes – que vão se reunir nas Unidades Básicas de Saúde ou Cras (Centro de Referência à Assistência Social) – vão se reunir às 7h30min para sair em campo entre 8 e 11 horas.

Cada equipe será liderada por pessoas preparadas para o combate aos focos do mosquito. Todas vão, ao final, preparar um relatório do trabalho realizado e informando providências que precisem ser tomadas pelas secretarias de Serviços Públicos e Obras, como o recolhimento de entulhos.

- Pretendemos não deixar um domicílio sem ser vistoriado – disse Neto, lembrando que há uma lei municipal, de autoria da ex-vereadora Neuza Jordão, que permite aos agentes entrar nas residências para combater focos do Aedes mesmo se não houver um responsável para autorizar o acesso ao imóvel. O Saae já identificou, através das contas de água, que 500 residências poderão estar sem os moradores, devido ao baixo consumo ou a pedido dos responsável para desligar o fornecimento num mês tradicionalmente de férias.

Levantamentos da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, em Volta Redonda, os focos principais do mosquito da dengue estão em pratos e vasos de plantas (39,3%) e calhas, ralos e sanitários (21,7%).

A coordenadora da Vigilância Ambiental Janaina Soledad disse que a multiplicação dos focos neste início de ano ocorreram por causa das chuvas depois de um longo período de seca: “Os últimos dois anos – 2014 e 2015 – foram muito secos. Agora, veio muita chuva e calor. Os ovos do mosquito, que ficam encubados por até um ano, estão eclodindo”.

Com a ação desta sexta-feira, a prefeitura pretende não apenas combater os focos do Aedes, mas também envolver a sociedade para que dedique 10 minutos por semana a eliminar locais atraentes para a reprodução do mosquito. Segundo o presidente do Saae, já foram feitos contatos com entidades de classe, como a que representa o comércio, para a distribuição de folders orientando a população. A CSN, segundo ele, também se comprometeu a entrar na campanha, alertando seus funcionários e de terceirizadas.

- A ação que estamos fazendo é inédita. Demos a partida na segunda-feira, hoje já estamos divulgando o plano de ação e, na sexta, iremos para as ruas. Não podemos esperar o problema se agravar – afirmou. “Ainda que nesta primeira etapa os resultados não sejam 100%, tenho certeza de que vamos dar uma boa cacetada [nos focos]”, completou PC.

Na entrevista coletiva, a assessora técnica da Secretaria de Saúde, Rosa Maria da Silva, confirmou que Volta Redonda teve dois casos registrados recentemente de microcefalia. Ela frisou, porém, que ainda não saíram resultados dos exames para determinar se estão relacionados com o mosquito transmissor da dengue. 

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