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1 de Maio de 2021

Saúde Mental dos profissionais de saúde no contexto do isolamento social e da pandemia

No dia do Trabalho, queremos trazer a reflexão sobre os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde na linha de frente no combate ao coronavírus. Como tem se cuidado?

Por Dra. Juliana Furtado, médica cooperada da Unimed Volta Redonda, formada em psiquiatria geral e psiquiatra da infância e adolescência pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

No mundo inteiro, ao passo que milhões de pessoas foram orientadas a ficarem em casa, para minimizar a transmissão do SARS Cov-2, os profissionais de saúde tiveram que fazer exatamente o oposto, e entraram na linha de frente contra a COVID-19, expostos a diversos estressores.

Além das taxas aceleradas de contágio e a gravidade dos sintomas nas pessoas acometidas, a situação se agrava com o enfrentamento da morte de colegas de profissão e grande preocupação acerca da própria saúde e dos familiares, devido ao aumento da possibilidade de contágio por causa da própria rotina.

A falta de acesso a informações sobre a doença e tratamentos efetivos aumenta o estresse também causado pela insuficiência de equipamentos e insumos, e carga de trabalho excessiva por tempo prolongado, gerando questionamento sobre a capacidade de prover bons atendimentos, até em virtude de realocações emergenciais e mudanças constantes nas recomendações de enfrentamento da Covid.

Durante uma pandemia é natural que todos se apresentem frequentemente em estado de alerta, preocupados, confusos, estressados e com a sensação de falta de controle frente às incertezas do momento.

Estima-se que entre um terço e metade da população exposta a uma epidemia pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, caso não seja feita nenhuma intervenção de cuidado específico para as reações e sintomas manifestados. 

Entretanto é importante destacar que nem todos os problemas psicológicos e sociais apresentados poderão ser qualificados como doença mental, mas há algumas condições comuns durante o período de pandemia, por exemplo:

  • Síndrome de Esgotamento – sensação de exaustão combinada com distanciamento mental e problemas cognitivos e emocionais relacionados ao trabalho.
  • Ansiedade – manifestação de estresse agudo caracterizada por preocupações frequentes com questões do dia-a-dia e do futuro, tensão muscular, irritabilidade, dores generalizadas. Pode vir acompanhada de ataques de pânico, momentos intensos de perda de controle, medo de morrer ou enlouquecer, e diversos sintomas físicos, como dor no peito e falta de ar.
  • Depressão – presença de tristeza e perda de prazer nas atividades do contexto. Pode estar acompanhada de alterações no ciclo do sono e no apetite, e frequentemente está associada a pensamentos negativos ou mesmo a ideias de auto-lesão e suicídio.

É hora de buscar ajuda quando os sintomas começam a ficar frequentes, tomando a maior parte do dia e presente por mais de duas semanas, aparecendo em diversos contextos, e não somente diante de situações estressoras. Problemas no funcionamento executivo global também são indicativos de começar a procurar ajuda especializada.

Há algumas atitudes que você pode fazer para minimizar o estresse:

       Garanta pausas sistemáticas durante o trabalho e entre os turnos;

     Faça pausas ao assistir, ler ou ouvir sobre a pandemia, incluindo nas mídias sociais, pois ter acesso de forma repetida sobre o mesmo assunto pode ser perturbador;

       Tenha cuidado com o seu corpo, tentando fazer refeições saudáveis, exercícios, melhorando o sono e evitando álcool em excesso;

       Arranje um tempo para relaxar fazendo atividades que você gosta e encontrando novas formas como exercícios respiratórios, meditação, mindfullness;

       Não se esqueça de se conectar com outras pessoas e evitar o isolamento mantendo o contato com as pessoas que ama, mesmo que virtualmente. Converse com que você confia sobre o que está pensando ou sentindo.

Sobretudo, permita-se ter sentimentos diferentes ao longo de um mesmo dia frente a situações disfuncionais e não se cobre por isso. É essencial respeitar manifestações de tristeza, aborrecimento e esgotamento. Isso não significa que estamos fora de controle. É normal e eventualmente todos nós podemos nos sentir assim.

Fique atento às suas necessidades básicas e cuide de você!

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